terça-feira, 16 de abril de 2019

Fratura por estresse: O que é, causas e como evitar o problema...

16 de abril de 2019
Os atletas vêm se esforçando cada vez mais para irem além das provas de 10 km e desafiar uma meia-maratona, mas nesse caminho, muitos vêm sendo acusados com fratura por estresse por consultórios especializados. Ana Paula Simões, mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa Casa de São Paulo, informa que 10% das fraturas esportivas ocorrem por estresse. “As fraturas por estresse são causadas por uma multiplicidade de fatores. Mas o que mais vejo são pessoas que começaram a aumentar a planilha de treinos repentinamente”, diz. A fratura por estresse ocorre quando o osso é submetido a cargas muito intensas e não suporta tamanha pressão. A sobrecarga e o aumento do impacto fragilizam o osso a ponto de fazê-lo trincar e quebrar. Segundo Ana Paula, os pacientes acometidos por esse tipo de fratura frequentemente possuem algum grau de fraqueza muscular. “Se o músculo não tiver capacidade de absorver o impacto, a energia fica retida nos ossos, que perdem a capacidade de impulsionar o corpo”, completa. O peso é outro agente determinante. Muitos dos que praticam atividades físicas o fazem por causa do sobrepeso, que transfere essa sobrecarga à estrutura óssea. “Há outras causas, como variáveis genéticas, problemas hormonais, uso de drogas”, afirma a ortopedista. 

Fratura por estresse em mulheres é mais comum
Os casos também aumentam com o crescimento da participação feminina nas corridas. Em mulheres é mais comum a fratura por conta das alterações hormonais decorrentes da atividade esportiva. “As alterações hormonais associam-se as mudanças nutricionais. Em muitos dos casos, baixa bastante a entrada de minerais, que desencadeia o enfraquecimento do osso”, assinala Ana Paula. Evelyn Vaz do Amaral, de 40 anos, é uma das atletas que passaram pelo consultório de Ana Paula. Ela participou de uma prova dominical de 9 km, à qual somaria um trecho de treino de 5 km para cumprir 14 km. No sétimo quilômetro, as dores começaram a atacá-la e a ressonância mostrou uma fratura por estresse na tíbia. De acordo com Ana Paula, dependendo do grau da fratura, a recuperação não demanda tanto tempo e a cicatrização ocorre entre quatro e seis semanas. Evelyn ficará afastada dos treinos de corrida por um mês. “Acho que pensei muito na prova e me esqueci de outras coisas”, reflete a corredora. Já em casos de fraturas em zonas de difícil consolidação, é necessária cirurgia. Para estimular a consolidação óssea, os médicos adotam ingestão de cálcio, estimulação por ondas de choque e até a infusão de células mesenquimais, um método ainda experimental. No combate à dor, a acupuntura é uma excelente aliada quando há dores fortes. Entre as causas, a única que não dá para corrigir é a genética. Nesse caso, a saída é usar cálcio e tomar vitamina D. Além de buscar fortalecimento muscular e atentar à saúde dos ossos, o corredor deve verificar o que pode fazer para reduzir o impacto. Procurar informações sobre modelos de tênis mais compatíveis às suas necessidades particulares é fundamental. De acordo com Ana Paula, também é importante variar o tipo de terreno, procurando outras alternativas, como grama, areia, terra.

Fonte: Ativo/MSN

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