sábado, 3 de março de 2018

International Board aprova árbitro de vídeo, e Fifa deve confirmar uso na Copa

03 de março 2018
International Football Association Board (IFAB) aprovou neste sábado o sistema VAR (árbitro assistente de vídeo) como uma regra do futebol. Assim, a Fifa deverá confirmar no dia 16 de março, durante a reunião do Conselho, na Colômbia, que esta tecnologia será utilizada nos jogos da Copa do Mundo de 2018. A IFAB é uma entidade formada por representantes das federações da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte que regulamenta as regras do esporte. - A International Board decidiu aprovar o VAR no futebol. A partir de hoje, o árbitro de vídeo faz parte do futebol. E isso é uma notícia importante. É um assunto que vem sendo discutido há décadas. Há dois anos, decidimos testar para saber se funcionaria ou não. Fizemos esses testes, analisamos, cerca de 20 federações testaram, tivemos uma análise acadêmica e chegamos à conclusão que o VAR é bom para o futebol e para a arbitragem, traz mais justiça aos jogos. Por isso, decidimos aprovar - disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Segundo o comunicado oficial, a decisão foi tomada por unanimidade durante o 132º Encontro Anual da IFBA, realizado na sede da Fifa, em Zurique, e significa "uma nova era no futebol". Infantino afirmou que, como presidente da Fifa, atuará a favor da aprovação do VAR para a Copa do Mundo na reunião do dia 16, em Bogotá. Além do árbitro de vídeo, a IFBA também incluiu a quarta substituição (na prorrogação) nas regras do jogo - esta nova possibilidade também será discutida pela Fifa na Colômbia para ser utilizada na Rússia. Em janeiro, a IFBA apresentou um relatório sobre a utilização do VAR em 804 jogos de 20 competições oficiais ao redor do mundo desde março de 2016 – incluindo a final do Campeonato Pernambucano de 2017, no Brasil. a IFAB destacou os resultados como positivos e encorajadores. Eis os dados: 

*56,9% das revisões foram para lances de pênalti ou gol 
*Média menor de 5 de revisões por jogo 
*Checagem de cada lance durou, em média, 20 segundos 
*68,8% dos jogos não tiveram revisão 
*Média de um erro claro a cada três partidas 
*Índice de acerto de 98,9% em lances revisados
*Impacto decisivo no resultado do jogo em 8% dos jogos 
*Média de revisão de 60 segundos por lance (39 via comunicação interna e 70 em casos de consulta no campo) 
*A média de tempo perdido é menor que 1% do tempo total de jogo 
*Um erro considerado claro não foi corrigido em 5% dos casos (1 a cada 20) 

Nem todo lance polêmico poderá ter o auxílio do VAR
Apenas quatro situações estão no protocolo para serem analisadas pela equipe de arbitragem que ficará dentro de uma sala com os monitores: 

1-Situações de gol 
2-Marcação de pênaltis 
3-Cartões vermelhos 
4-Confusão da identidade de jogadores 

Desde o início dos testes, a mensagem da Fifa foi clara: o árbitro VAR só deverá procurar o árbitro de campo em situações de “erro claro”, ou seja, jogadas em que é possível haver diferentes interpretações não devem ser avisadas. O sistema começou a ser testado pela Fifa em setembro de 2016, com partidas na sede da entidade. Em dezembro do mesmo ano, o mecanismo foi levado ao Japão para o Mundial de Clubes. No ano passado, a Copa das Confederações foi o grande teste para a tecnologia, no país da Copa.

Fonte: Globo Esporte

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