quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Como a tatuagem pode afetar a sua transpiração

04 de Janeiro de 2018
Quem decide fazer uma tatuagem já sabe que é uma escolha para o resto da vida. A não ser que você aceite sentir mais dor ainda para apagá-lo com laser, o desenho ficará eternamente estampado em sua pele. Mas, segundo um novo estudo, não é só a imagem que ficará permanentemente em seu corpo --parece que a tatuagem também pode alterar a fisiologia da sua pele. De acordo com uma pesquisa recente, publicada no periódico "Medicine & Science in Sports & Exercise", as quantidades de suor e de sódio liberados durante a transpiração são alteradas quando a pele é tingida. Isso porque, para fazer uma tatuagem, a tinta é inserida em uma camada da pele chamada derme, onde também estão presentes as glândulas sudoríparas. Uma vez detectada como intrusa no corpo, a tinta pode atrapalhar o funcionamento dessas produtoras de suor. Para analisar o papel da tatuagem na transpiração, a pesquisa comparou a quantidade de suor secretada em pessoas com e sem tatuagens. O resultado mostrou que os tatuados produziram menos que a metade do suor liberado pelas pessoas com peles sem tinta. A composição do suor entre elas também era diferente, segundo os cientistas. As peles tatuadas liberaram o dobro de sódio, quando comparadas às sem tinta. Segundo o autor do estudo, Maurie Luetkemeier, existem duas explicações possíveis para essa reação: parte da tinta inserida na derme pode bloquear algumas glândulas sudoríparas ou --e essa é a opção preferida do autor-- as células inflamatórias ativadas durante a aplicação da tatuagem podem alterar o ambiente químico da derme, retardando a resposta das glândulas e afetando a quantidade de sódio que é liberada pelas células durante a transpiração. Contudo, apesar dos resultados do estudo, o Dr. Luetkemeier acredita ser improvável que a tatuagem atrapalhe a transpiração corporal. “É muito difícil que esse processo contribua para um superaquecimento ou outros problemas durante o exercício”, diz ele. “Em casos mais graves, como em peles que sofreram queimaduras severas e perderam as glândulas sudoríparas nas áreas afetadas, o corpo compensa o problema, liberando.

Fonte: Viva Bem/UOL

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