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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Vitamina D e sol garantem ossos sempre fortes e saudáveis

12 de Setembro de 2017
Segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), 85% dos moradores da cidade de São Paulo acima dos 60 anos estão com deficiência de vitamina D. Mas o número também é alarmante para os jovens, sendo que 50% também estão com o déficit. A farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, Mika Yamaguchi, fala que são vários os impactos da falta de vitamina D no organismo, uma vez que se trata de um elemento importante para diversas reações bioquímicas. “Para se ter ideia, dentre suas funções, o nutriente auxilia na performance mental, na saúde muscular e do coração, na imunidade, no fortalecimento dos ossos, — uma vez que regula o cálcio no organismo —, e até na perda de peso”, fala Mika. “Há estudos ainda que demonstram que a vitamina D reduz o risco de diabetes tipo 2, uma vez que age sobre a insulina e amplia a capacidade do corpo em processar o açúcar”, comenta a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, de São Paulo. 

O sol e a vitamina D
Segundo Roseli Rossi, o motivo dessa baixa nos níveis de vitamina D na população em geral é a pouca exposição à luz solar: “A principal produção desse elemento acontece através dos estímulos da radiação UVB, responsável pelas queimaduras na pele. E como passamos muitas horas do dia em ambientes fechados e com roupas cobrindo a maior parte do corpo, ele é produzido em quantidade insuficiente”, explica a nutricionista, que complementa ainda que pessoas de pele escura também tem dificuldade em sintetizar a vitamina D por conta da maior concentração de melanina (pigmento) na pele. Além disso, a especialista lembra que a falta dessa vitamina também pode se agravar com o passar da idade. “Os rins são responsáveis por converter a vitamina D na sua forma ativa e uma falha nesse sistema pode baixar ainda mais os níveis disponíveis”, fala Roseli. 

Protetor solar, sim ou não?
Outro fator que pode atrapalhar a absorção de vitamina D é o uso de protetor solar, uma vez que ele não permite que os raios UVB atinjam a pele. Isso não quer dizer que você deva dispensar o protetor. De jeito nenhum. E, sim, que deve se expor ao sol por cerca de 20 minutos por dia sem o produto. “E se pensarmos na alimentação, mesmo consumindo alimentos que carreguem o nutriente, como a gema de ovo, peixes (salmão, atum, cavala, bacalhau) e cogumelos, a quantidade geralmente obtida pela alimentação é insuficiente”, completa. Nesse caso, a indicação é se expor ao sol diariamente por 20 minutos, em média, entre 11h00 e 14h00 (período de maior incidência dos raios UVB). “Pode-se expor diferentes partes do corpo, como as pernas ou os braços por esse tempo, sem riscos”, afirma Roseli. 

Vale a pena tomar suplementos de vitamina D? 
No entanto, como dificilmente as pessoas têm disponibilidade para isso, a suplementação de vitamina D acaba sendo a melhor maneira de repor o estoque da vitamina no corpo, que deve variar entre 1.500 a 2.000 Ul para um adulto e pessoas acima de 70 anos. Algumas pesquisas mostram que realmente vale a pena investir nessas cápsulas. Uma delas, realizada na Creighton University School of Medicine, em Nebrasca, revelou que os suplementos de vitamina D e cálcio podem reduzir o risco de câncer em 77%, o que é surpreendente! “Essa conclusão inclui o câncer de mama, de cólon, de pele e outras formas de câncer”, fala a nutricionista. Porém, não deixe de consultar um especialista para avaliar se é necessário ou não entrar com a suplementação. 

Protetor solar pró-vitamina D? Isso existe?
Sabia que já existe um protetor solar que permite a produção de vitamina D? A novidade está disponível apenas nas farmácias de manipulação e tem uma combinação exclusiva de moléculas que permitem parte dos raios UVB atingir a pele. “Ao mesmo tempo em que o produto protege da vermelhidão, também possibilita que uma quantidade suficiente de raios penetre na pele para produzir a vitamina D. Enquanto os outros produtos do mercado barram essa ação”, explica o farmacêutico da Consulfarma, Lucas Portilho, que lembra que a fórmula ainda protege dos raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento e pelo câncer de pele. A combinação está disponível em três versões que possibilitam a produção de 2.000 UI de vitamina D, dependendo do tempo de exposição: 
• FPS 6 - são necessários 15 minutos de exposição 
• FPS 15 - são necessários 50 minutos de exposição 
• FPS 30 ­- são necessárias cerca de 2 horas de exposição. 
Reportagem por Diana Cortez

Fonte: Oficina de Conteúdo/MSN

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