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sábado, 22 de outubro de 2016

Sérgio Machado depõe em ação que pede cassação da chapa Dilma-Temer

22 de Outubro de 2016
O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado prestou depoimento neste sábado (22) na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), em Fortaleza, onde cumpre prisão domiciliar, sobre a ação de investigação eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer. Machado saiu do local sem dar entrevistas. Os advogados que estiveram presentes afirmaram que o ex-presidente da Transpetro reafimou o que havia delatado em depoimentos na operação Lava Jato. Para o advogado do PSDB, partido autor da denúncia, José Eduardo Alckmin, houve um "avanço" no depoimento. "Houve avanço importante que é a reafirmação da deleção perante juízo, porque aí sim passa a ter valor probante no processo." O advogado de Temer, Gustavo Guedes, afirmou que as denúncias são "improcedentes". "Nós trabalhamos sempre com a improcedência do processo. As audiências já passaram de uma dezena e elas têm reforçado que não houve contaminação na eleição de 2014, então a defesa do presidente Temer trabalha com a improcedência, com a ausência de qualquer ilegalidade na eleição de 2014." De acordo com a denúncia, um esquema de repasse de propina delatado por Sérgio Machado na Lava Jato beneficiou a campanha de Dilma e Temer, quando foram eleitos em 2014. 

Movimentação no TRE
Sérgio Machado chegou ao TRE às 11h48, horário local, de carro pela garagem do prédio. Antes, às 11h42, chegaram os advogados da ex-presidente Dilma Rousseff. Na sequência, chegaram os advogados de acusação, representantes do PSDB; e, por fim, os advogados de Michel Temer. Machado prestou depoimento como testemunha ao ministro corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Herman Benjamin, e ao juiz auxiliar da Corregedoria-Geral do TSE, Bruno Lorencini. Do lado de fora do TRE, foi montado um esquema de segurança, com presença de policiais do Batalhão do Choque e agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), que bloquearam o trecho da rua Jaime Benévolo em frente ao fórum. A denúncia do PSDB que motivou a investigação aponta a aprovação com ressalvas das contas da campanha da chapa pelo TSE, em dezembro de 2014. Para o partido, a decisão unânime do TSE identifica irregularidades na prestação. Um pequeno grupo apoiado vereador de Fortaleza em exercício Robert Burts realizou uma manifestação em frente ao TRE. O legislador pede que, em depoimento, Sérgio Machado confirme o que disse em depoimento de delação premiada. 

Delação
Nos depoimentos de delação premiada, Sérgio Machado Sérgio Machado afirmou a investigadores da Operação Lava Jato ter repassado propina a mais de 20 políticos de 6 partidos. O delator contou à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre pedidos de doações eleitorais de parlamentares de PMDB, PT, PP, DEM, PSDB e PC do B. O acordo, que pode reduzir eventuais penas de Machado, em caso de condenação, foi homologado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Na delação, ele se comprometeu a devolver aos cofres públicos R$ 75 milhões que teria recebido de propina enquanto comandou a estatal, de 2003 a 2014. Parte menor do valor, de R$ 10 milhões, deverá ser pago até o fim deste mês. Outros R$ 65 milhões até o final do ano que vem. Segundo o ex-dirigente da subsidiária da Petrobras, os pedidos de doações eram repassados por ele a empreiteiras contratadas pela estatal do petróleo. O PMDB, responsável pela indicação de Machado, teria arrecadado R$ 100 milhões, informou o delator.

Fonte: G1 CE

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