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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Temer diz que protestos são legítimos e vai enfrentá-los com trabalho

12 de Setembro de 2016
O presidente Michel Temer falou sobre combater as manifestações contra seu governo com trabalho, que a confiança no país aumentou no último trimestre e mencionou que há interesses de países como a Itália, Arábia Saudita, Espanha e Japão que querem investir no Brasil, mas que para isso pedem segurança jurídica. As declarações foram feitas em entrevista concedida por telefone à Rádio Jovem Pan, na noite desta segunda-feira (12). Especificamente sobre as manifestações contra seu governo, temer falou em pacificação do país. “São os limites da Constituição, nós devemos ser atentos à Constituição Brasileira. Você pode ter manifestações contestatórias no Congresso Nacional, nos vários setores partidários, pode e até deve. Você sabe que a oposição muitas vezes ajuda a governar. Quando você está na situação, a oposição existe justamente para isso, para impedir que quem está no poder concentre demais os poderes. Então, você tem oposição sempre atenta para corrigir, criticar, e naturalmente, muitas vezes concordar quando for projeto é útil para o país." Temer mencionou que é preciso cuidado para que as manifestações, que ele considera legítimas, acabem em atos de violência e vandalismo. "Agora, o que tem acontecido, é um legitimo movimento popular nas ruas, contestando o governo, isso temos de admitir. O que é inadmissível, nós não podemos admitir, é o nosso símbolo da ordem para ter progresso. O que é inadmissível, não está previsto na constituição, é o direito à depredação. Você tem direito a manifestação, sem dúvida alguma, não pode ser contestada." Para reverter a opinião pública daqueles que protestam contra seu governo, o presidente disse que a "única forma de você enfrentar essas manifestações legítimas é produzir. O que é produzir no nosso país? É estabelecer o crescimento, estabelecer o desenvolvimento, combater o desemprego e você verá que esses 12 milhões de desempregados vão começar a cair 500 mil, um milhão, um milhão e meio. Você sabe que a economia resolve esses assuntos. Agora, realmente, o limite está exatamente nisto que estou dizendo, as contestações são legítimas, desde que não sejam hipóteses de depredação.” 

Crise x confiança
Temer mencionou dados de uma pesquisa sobre aumento na confiança no país, mas sem mencionar os órgãos responsável pelos dados. “Você sabe que antes da retomada, você precisa retomar a confiança no país, antes havia uma certa esperança, essa esperança foi se convertendo em confiança e a confiança vai gerando uma produtividade maior. Eu acredito no incremento no setor econômico. Eu tenho até dados que revelam o seguinte: a confiança vai gerando uma produtividade. No primeiro trimestre, o índice de confiança no agronegócio era de 40,2%, e no último trimestre foi para 80,2%, isso pesquisa feita por órgãos sérios." O presidente disse também que essa confiança também se reflete na indústria, segundo dados da mesma pesquisa. "De igual maneira, acontece na indústria. A confiança, que não significa produção ainda, estava em 40,4% e foi para 78,4%. Então, a confiança está sendo readquirida. Eu tenho visto e observado, muitos investimento que chegando para o Brasil." 

Segurança jurídica
Temer mencionou ter recebido sinais de que governos internacionais querem investir no país, mas que esperam garantias contratuais para isso. "Ainda em poucos dias eu recebi aqui no gabinete um pessoal da Noruega, que adquiriu um poço de petróleo da Petrobras, aplicando U$ 2,5 bilhões, por outro lado, os chineses investiram na CPFL quase U$ 5 bilhões. Em minha viagem à China, quando tive encontros bilaterais com o primeiro ministro italiano, primeiro ministro japonês, príncipe herdeiro da Arábia Saudita, primeiro ministro espanhol, todos eles estavam desejosos de investir no Brasil. O que eles querem é segurança jurídica e segurança jurídica é o que mais estou mencionando nos últimos tempos, segurança contratual." 

Teto salarial do STF 
O presidente disse que sinalizou preocupação com a possibilidade de aumento do teto salarial no STF para poder equilibrar as contas do governo. “Acho que é, aparentemente, propostas impopulares, na verdade, revelarão sua popularidade mais adiante. Veja esse caso do teto do Supremo Tribunal Federal, eu até lamento muito, mas eu tive de declarar, que o teto causava um transtorno para os estados, porque você sabe que não se trata apenas de elevar os vencimentos, subsídios do Supremo. Ele mencionou uma resolução do CNJ, que automaticamente aplica aos judiciários estaduais o que for corrigido no STF. "Isso gera um efeito cascata e não é só no poder judiciário, é também no Legislativo, porque evidentemente o Legislativo nacional vai aumentar os seus subsídios, ir até o teto, e isso repercute nas assembleias estaduais e nas câmaras de vereadores. Nas carreiras jurídicas." Temer aproveitou para se desculpar com os ministros do STF por sua posição, mas disse acreditar que terá apoio do próprio STF no veto do aumento do teto salarial no Supremo. "Porque de alguma maneira, todos nós devemos nos incorporar nesse trabalho para salvar o país da crise. A crise é gravíssima e não podemos ignorar isso, e acho os amigos do judiciários estão dispostos a colaborar”.

Fonte: G1

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