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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Portal Mais Empego disponibiliza quase 22 mil vagas em todo o país

09 de Setembro de 2016
Todos os dias, a trabalhadora Raquel Borges Lima, 24 anos, entra no site do Portal Mais Emprego do governo federal para ver quais as vagas disponíveis naquele dia. Se surge alguma para vendedora na região onde mora, em Luziânia, estado de Goiás, imediatamente vai a uma agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine) se apresentar como candidata. E as vagas surgem quase todos os dias, em todo o Brasil – somente hoje (16) há quase 22 mil postos de trabalho abertos e informados no portal. “Eu procuro ver se a vaga é perto da minha casa e na área que eu tenho experiência. Se for, me apresento. Se não der hoje, volto amanhã. Tem que ir tentando até conseguir”, aconselha Raquel. As vagas do Portal Mais Emprego são oferecidas por empresas da iniciativa privada e informadas ao Sine, que as disponibiliza na internet. Qualquer trabalhador pode tentar concorrer a uma delas. Basta fazer um cadastro, que pode ser diretamente no portal ou pessoalmente em uma agência do Sine. Se ele tiver o perfil exigido pelo empregador, conseguirá uma entrevista para concorrer ao posto. A técnica da Coordenação do Sine no Ministério do Trabalho, Fátima Valente, explica que o sistema é um mediador entre o empregador e o trabalhador. Mas ela lembra que o órgão também tem como objetivo ajudar as pessoas a se posicionarem no mercado de trabalho. “No portal Mais Emprego, o trabalhador pode se informar sobre as vagas, mas também montar um perfil profissional para concorrer a uma delas. Se tiver dificuldade para fazer isso sozinho, pode procurar uma agência pessoalmente que terá ajuda para montar esse perfil de acordo com suas qualificações e as vagas disponíveis”, explica.

Mapa das vagas
Os estados com o maior número de vagas abertas são, nesta ordem, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Juntos, eles detêm mais da metade de todos os postos oferecidos neste momento. A maioria das vagas é para linha de produção de empresas, operador de telemarketing e vendedor. Fátima salienta a importância dos trabalhadores observarem quais são as vagas, onde estão sendo oferecidas e qual a qualificação exigida. “O trabalhador precisa estar ciente de que se a experiência dele for na indústria, por exemplo, mas se ele morar em uma cidade onde não há indústrias, será mais difícil conseguir o emprego. Então, ele precisa se adequar à realidade”, recomenda. Foi por isso que a estudante Tatiane Cardoso, 19 anos, decidiu se mudar de Formosa, Goiás, para Brasília, no Distrito Federal. Estudante de História, ela apostou na capital federal, onde pretende trabalhar como educadora social. “Estou transferindo minha faculdade para a UnB [Universidade de Brasília] porque acredito que aqui seja mais fácil conseguir trabalho na minha área”, conta Tatiane, que já foi diversas vezes ao Sine e seguirá procurando o local até conseguir a colocação que deseja. 

Qualificação
Para o gerente da Agência do Trabalhador do plano piloto de Brasília, Marcelo Rodrigues Costa Magalhães, a maior dificuldade que os trabalhadores enfrentam ao disputar uma vaga é a qualificação adequada. “Às vezes ele quer um emprego, mas não tem formação, nem experiência, nem a escolaridade exigida pelo empregador. Aí fica muito difícil conseguir a vaga. Ainda há empresas que se dispõem a formar seus profissionais, mas elas são minoria”, diz. Para auxiliar essas pessoas, Magalhães revela que o governo do Distrito Federal lançou o portal Qualifica Mais Brasília (http://qualifica.trabalho.df.gov.br/) que oferece uma série de cursos profissionalizantes on-line e completamente gratuitos em áreas como assistente administrativo, auxiliar de contabilidade, auxiliar de escritório e recepcionista. “São alguns cursos básicos que podem ajudar muito quem não tem uma profissão ainda ou precisa se atualizar na área. Vale a pena fazer, porque pode ajudar no momento da entrevista e, depois, no trabalho”, sugere. Embora o site seja uma iniciativa do governo do DF, os cursos podem ser acessados por trabalhadores de todo o país. 
Foto: Lucas Basílio/Ascom Ministério do Trabalho

Fonte: Blog do Geraldo José

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