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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Mais importante é saber que aposentadoria será paga, diz Meirelles

19 de Setembro de 2016 
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (19) que a reforma da Previdência é “inevitável, questão de tempo”, assim como a instituição de um teto para os gastos públicos. “Mais importante do que a idade que a pessoa vai se aposentar é a certeza de que ela vai receber a aposentadoria”, afirmou. O ministro participa de evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Meirelles voltou a defender a importância da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que limita os gastos públicos à inflação do ano anterior. Ele apontou que a “evolução dos gastos públicos” é o problema de maior relevância entre os fatores que afetam o crescimento do país atualmente. “De 1991 até 2015, os gastos públicos como proporção do produto cresceram de ao redor de 10% para mais de 19% do PIB agora. Isso é uma linha de crescimento insustentável. De 2008 a 2015, as despesas públicas cresceram mais de 50% acima da inflação.” 

Ansiedade
A proposta do governo de limitação dos gastos aguarda aprovação no Congresso. Sobre o tempo necessário para que isso aconteça, Meirelles apontou que, “se nós compararmos com a ansiedade de todos nós para resolver o problema, está muito devagar. Mas, se nós compararmos com a História, vamos ver que está numa velocidade muito grande”. “Nós temos que mudar a dinâmica estrutural das despesas públicas no Brasil, o que significa mudar a Constituição”, apontou Meirelles. “Não se faz uma reforma constitucional em 4 semanas. É um projeto que demanda um debate intenso. No caso do Brasil, votação em 2 turnos, na Câmara e no Senado.” Meirelles apontou ainda que o projeto de limitar os gastos públicos tem o objetivo de evitar o aumento de impostos.

Saúde e Educação
Meirelles falou também sobre o impacto do teto para os gastos públicos sobre os investimentos nas áreas de Saúde e Educação. “Hoje, existe definido pela Constituição pisos para investimentos para Saúde e Educação. Essa é a primeira coisa que temos que enfatizar, a diferença entre o teto e o piso.” “Hoje, as despesas de Educação e Saúde estão vinculadas ao crescimento da receitas líquidas da União”, disse o ministro. “Nós propusemos uma desvinculação das despesas das receitas e passamos a indexá-las da mesma forma que o teto, isto é, pela inflação do ano anterior. O que significa que não há um corte de despesas, muito pelo contrário, mas manutenção em termos reais.”

Ajuda aos estados
O ministro da Fazenda disse ainda que a ajuda financeira da União aos estados seria um agravamento da crise fiscal e a “evolução dos gastos públicos”, apontada por ele como o problema de maior relevância entre os fatores que afetam o crescimento do país atualmente. “O problema é quando o governador, e é compreensível, vê na União a solução do seu problema”, disse. “Governadores estão enfrentando queda de arrecadação. A União também está. Os municípios também. As empresas também”, afirmou Meirelles, apontando que esse recuo “começou a se reverter em muitos setores”, já que a retomada da “confiança está refletindo em crescimento de vendas”. “O que ocorre é que, na medida em que há uma recessão, essa recessão leva a um problema para os estados também”, disse Meirelles, apontando que ajuda da União não pode ser vista como solução. “Aí é que está o problema, porque a raiz da crise foi o crescimento desproporcional das despesas públicas.” “Eu não posso agudizar o problema visando mitigar o próprio problema. Temos que tomar cuidado de não matar o paciente na tentativa de tratá-lo.”
Fonte: G1

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