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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Jovens de 19 anos desaparecem e são encontradas mortas em Petrolina

07 de Setembro de 2016
Duas jovens de 19 anos, que estavam desaparecidas desde o início da manhã desta segunda-feira (5), foram encontradas mortas. Os corpos foram localizados pelo tio de uma das vítimas, no Distrito Industrial, Zona Oeste de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com informações iniciais da polícia, as duas jovens saíram para trabalhar, por volta das 6h30, mas não chegaram até a empresa. A Polícia Militar (PM) foi comunicada do desaparecimento por familiares por volta das 10h. Os corpos foram achados em um matagal, no Distrito Industrial, perto de uma pista de motocross. As jovens estavam nuas, com as mãos amarradas com as próprias roupas, e apresentavam perfurações no pescoço. A suspeita da polícia é que elas foram violentadas e mortas em seguida. Segundo familiares, as duas garotas trabalhavam como jovens aprendizes em uma empresa na região e todos os dias passavam pelo local onde foram encontradas. 

Buscas
Pela manhã, parentes e amigos das jovens usaram redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar fotos, pedindo a colaboração de quem tivesse alguma informação. O empresário Josivan Feitosa Torres, que achou os corpos, disse que o irmão pediu a sua ajuda para procurar a sobrinha. “Por volta de 8h30, ele me ligou, pedindo pelo amor de Deus, dizendo que a filha dele tinha sumido, não sabia o que tinha acontecido, porque não tinha chegado ao trabalho. Fui até a delegacia, onde se encontrava a irmã da outra menina, fazendo o Boletim de Ocorrência. Depois, me desloquei até o local, aqui no distrito, onde elas costumavam fazer o percurso, tentando encontrar algum vestígio, na esperança de achá-las vivas", contou. Josivan disse que começou a procurar pelo matagal, onde achou algumas marcas de pneu de carroça e de pegadas. “Procuramos por mais de 30 minutos, eu, mais alguns primos, pessoa da família. Infelizmente chegamos a encontrá-las mortas. De longe, logo reconheci minha sobrinha e minha ação foi ligar para a polícia, para a família e para os parentes, para avisar que tinha acontecido isso com elas", afirmou. 

Investigação
A Polícia Civil confirmou a informação de que a família de uma das vítimas prestou queixa sobre o desaparecimento na manhã desta segunda-feira. O delegado seccional de Petrolina, Marceone Ferreira e a delegada Sara Machado, do departamento de homicídios, estiveram no local, mas não quiseram gravar entrevista com a imprensa. 
Local onde jovens de 19 anos foram achadas mortas é incendiado
O local onde foram encontrados os corpos de Taiane Rocha e Bruna Torres de 19 anos, assassinadas na segunda (5), foi incendiado na terça-feira (6). A informação foi confirmada ao G1 nesta quarta-feira (7), pelo delegado Marceone Ferreira. As garotas foram mortas quando iam ao trabalho, no Distrito Industrial, Zona Oeste de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O local foi periciado no dia do crime, mas peritos disseram que uma nova varredura seria feita na área. Segundo Marceone, o fogo foi provocado por populares. Ele descartou a hipótese de que o incêndio tenha sido provocado pelos possíveis suspeitos das mortes. “A população estava toda lá na hora do incêndio. Eles fizeram isso devido ao abandono da área. A vegetação estava alta e por isso colocaram fogo. Não tem relação com o autor do crime”, descartou. O delegado informou ainda que o local já tinha sido liberado pelo Instituto de Criminalística (IC), mas, que novas perícias ainda poderiam ser feitas. “O IC já tinha liberado o local. Inicialmente eles fizeram a perícia que tinham que fazer. Mas, as vezes, eles precisam voltar para fazer um 'pente fino', uma análise mais minuciosa, ampliando a área periciada. Porém, o primordial foi feito na hora, onde foram colhidos os vestígios”, explicou Marceone. 

Investigações
Nesta quarta-feira (7), o delegado Marceone Ferreira disse que a principal linha de investigação é o latrocínio. “Estamos evoluindo, a equipe está na rua e, a princípio, o estupro foi totalmente descartado. As perícias foram realizadas e deram como negativas para estupro. Estamos trabalhando na linha de latrocínio. Elas foram encontradas nuas porque as roupas que vestiam foram tiradas e cortada para amarrar as vítimas”, afirmou Marceone. 

Perícia
De acordo com o perito criminal e gestor do Instituto de Criminalística Ivan Câmara, mesmo após o incêndio a área foi novamente periciada. Ele concluiu ainda que o fato não deve atrapalhar as investigações.“A varredura era para ver se encontrávamos a arma do crime, porque no dia do homicídio não achamos. Os vestígios, coisas associadas ao fato, todo o material biológico, foi feito no dia. Mas, como não achamos a arma, possivelmente uma faca do tipo peixeira, voltamos lá para aumentar a área, até porque é um local ermo, de difícil acesso, mas não achamos”, afirmou o perito. 
Sepultamento
Os corpos das vítimas ficaram no Instituto de Medicina Legal (IML) até o início da tarde desta terça-feira e só foram liberados após a conclusão da coleta de material para exames no laboratório de Recife, capital pernambucana. O sepultamento de Taiane Rocha será realizado nesta quarta (7), em Ouricuri do Ouro, distrito do município de Brotas de Macaúbas, na Bahia. O corpo de Bruna Torres será enterrado em São Francisco de Assis, no Piauí. 

Crime
De acordo com a polícia, as duas jovens saíram para trabalhar, por volta das 6h30, mas não chegaram até a empresa. Os corpos foram achados pelo tio de uma das vítimas, em um matagal, no Distrito Industrial, perto de uma pista de motocross, há 100 metros de distância da pista que passavam habitualmente a pé. As jovens estavam nuas, com as mãos amarradas com as próprias roupas, e apresentavam perfurações no pescoço. Segundo a perícia, Taiane foi morta com uma perfuração e Bruna com três, todas no pescoço. No local do crime a polícia encontrou uma peça de roupa íntima de homem, que será enviada para análise. Os celulares das vítimas foram furtados e a faca utilizada para matar as jovens não foi encontrada. Segundo familiares, as duas garotas eram amigas e trabalhavam como jovens aprendizes em uma empresa na região e todos os dias passavam pelo local onde foram encontradas. O delegado seccional de Petrolina, Marceone Ferreira, confirmou que os suspeitos possivelmente conheciam a rotina das vítimas. Pela forma como as jovens foram encontradas, a polícia acredita que o crime tenha envolvimento de mais de um suspeito. “A ideia inicial que a equipe de investigação está tendo é de que mais de uma pessoa tenha participado. O local onde as vítimas foram encontradas, a forma como foram achadas, a possibilidade de ter sido uma única pessoa é muito pequena. A gente já trabalha com a possibilidade de envolvimento de mais de uma pessoa”, garantiu o delegado.

Fonte: G1 Petrolina e Região

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