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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Especialista afirma que Petrolina “é exemplo” para país na captação de órgãos

21 de Setembro de 2016
Petrolina vem dando exemplo para o país em relação à captação de órgãos para transplante. Quem constata o fato é o cirurgião e professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e Uninassau, Cláudio Lacerda. Ele destacou o assunto na Coluna ‘Opinião’, do Diário de Pernambuco, publicada ontem (20). Lacerda disse que o Estado assumiu uma posição de relativo destaque no cenário nacional, alcançando uma média de captação de 15,4 por milhão de habitantes/ano, por conta, em grande parte, do que chama de ‘fenômeno Petrolina’. “Com efeito, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) daquela cidade, uma espécie de braço avançado da Central de Transplantes de Órgãos de Pernambuco, vem dando uma lição de competência para o restante do Brasil”, ressaltou. Lacerda enalteceu a abnegação dos colegas médicos e enfermeiras da OPO de Petrolina, que segundo ele “primam pela iniciativa e pelo espírito de superação”. E citou os números alarmantes de acidentes de moto seguidos de morte cerebral na região, que têm possibilitado que órgãos de boa qualidade possam ser disponibilizados semanalmente para as equipes transplantadoras do Recife e de outros centros brasileiros. “Para tornar possível o transplante, com logística muitas vezes complexa, no meio da noite, aviões da FAB são algumas vezes usados no transporte das equipes, graças a um recente decreto do governo federal”, lembrou o médico. 

Acima da média
Ele afirmou que durante o ano de 2015 Petrolina efetivou nada menos que 43 doações de múltiplos órgãos. “Se considerarmos a população da cidade e da região sobre a qual aquela OPO tem abrangência (inferior a um milhão de habitantes), a conclusão é de que o seu desempenho no ano passado esteve bem acima da média nacional e, pasmem, foi superior à internacional. E continua crescendo, pois no primeiro semestre deste ano, 26 captações múltiplas já foram concretizadas”, disse. 
Foto: Reprodução

Fonte: Blog do Carlos Britto

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