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terça-feira, 3 de maio de 2016

Promotor acredita que assassinato de Beatriz teve motivação religiosa e que falhas nas investigações podem levar à impunidade

03 de Maio de 2016
Às vésperas de completar cinco meses, o assassinato da menina Beatriz Mota, ocorrido no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, ganha mais um capítulo. Nessa segunda-feira (02), o promotor de Justiça que acompanha o caso, Carlan Carlo da Silva, afirmou que a morte de Beatriz pode ter motivação religiosa. Segundo ele, o crime foi planejado e, pelo impacto na sociedade, acredita-se que o objetivo era atingir a instituição religiosa. “A possibilidade, pelo impacto que foi querido, obtido junto à sociedade, é de que houve motivação religiosa. O objetivo era atingir a Igreja”, disse o promotor. Carlan também apontou falhas nas investigações e criticou a demora da Polícia Civil em fazer contato com o Ministério Público para acompanhar o caso. O promotor disse ainda que procurou a Polícia Civil na manhã seguinte ao crime para colocar-se à disposição e ajudar no caso, mas o contato da Polícia só foi feito muito tempo após o início das investigações. “Apesar de ter me colocado à disposição da polícia, comparecido no dia seguinte à delegacia para colocar o Ministério Público à disposição, este contato só foi feito muito tempo depois, já quando houve medida judicial”, disse. 

Sem solução
Para o promotor, o tempo é fator decisivo e agora a polícia precisa corrigir as falhas cometidas desde o início das investigações. Ainda de acordo com o promotor os erros podem fazer com que o crime não seja desvendado. “Algumas diligências poderiam ser melhores realizadas, mais agilizadas e com profissionais mais gabaritados desde o início que poderiam nos deixar numa situação melhor. Claro que há possibilidade de depois, mesmo com todas as diligencias, não chegar à autoria do homicídio. A gente tem vários crimes que não foram desvendados e esta é uma possibilidade. Agora vai depender da capacidade da polícia de conseguir corrigir as falhas”, disse o promotor em entrevista a Marco Aurélio na rádio Jornal Petrolina.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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