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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Caso Beatriz: Em novo ato público, manifestantes pressionam secretário de Paulo Câmara por agilidade para solução do crime

18 de Janeiro de 2016
Aos gritos de “Somos Todos Beatriz” e “Queremos apenas justiça!”, familiares da menina Beatriz Angélica Mota, de 07 anos, assassinada cruelmente a facadas durante um evento festivo de final de ano no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, saíram mais uma vez às ruas da cidade. Este foi o terceiro ato público em menos de dois meses do crime que abalou a região. Além da família da menina, que morava em Juazeiro-BA, várias pessoas da cidade baiana também reforçaram o movimento, juntamente com os cidadãos petrolinenses. Representando o prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, Pedro Alcântara também se uniu ao clamor pela agilidade na conclusão do inquérito policial. De camisas brancas com a imagem de Beatriz, os manifestantes – que foram convocados pelas redes sociais – partiram da Avenida Guararapes, de frente à prefeitura, até o Centro de Convenções Senador Nilo Coelho. Lá estava o secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Danilo Cabral, que veio a Petrolina para o lançamento do programa Chapéu de Palha da Fruticultura Irrigada deste ano, representando o governador Paulo Câmara. Após abrir o evento, Cabral recebeu uma comissão do movimento ‘Somos Todos Beatriz’. A imprensa não teve acesso à reunião. No final, o publicitário Marcos Brasil, um dos que fizeram parte da comissão, disse que o secretário fez questão de ressaltar o empenho de Paulo Câmara em elucidar o caso. “Ele disse que o governador está atento ao caso e não está medindo esforços”, afirmou. Brasil revelou ainda que Cabral não viu nenhum problema em levar um pedido da família de Beatriz para que a Polícia Federal também entre no caso. “Nós não queremos detalhes de investigação. Isso não nos interessa. Não queremos atrapalhar. O que pedimos é transparência. A sociedade não quer que esse crime fique como mais um na estatística”, ressaltou o publicitário, acrescentando que as mobilizações irão continuar. “Da parte dos homens e mulheres de bem de Petrolina e Juazeiro, permaneceremos nas ruas. A próxima manifestação, que rezemos para que não aconteça, mas se acontecer será em mais um mês de aniversário do assassinato de Beatriz, em fevereiro”, declarou. Para esse ato, Brasil disse que provavelmente os manifestantes deverão parar novamente a Ponte Presidente Dutra, como aconteceu no último dia 09 deste mês. 

Agilidade
Uma prima da menina, Ryse Tâmara Ferreira Meneses Peixinho, disse à imprensa que a manifestação de hoje foi para cobrar uma resposta rápida da Polícia para o Caso Beatriz. “Esse crime já vai caminhando para dois meses e a família, a sociedade, ninguém tem uma resposta. Estamos revoltados, esperando das autoridades uma solução para esse crime”, declarou. Ryse fez questão de ressaltar também que, enquanto família, está se mobilizando com outros parentes de Beatriz e com a população para dar um apoio moral aos pais da garota, Sandro Romildo e Lúcia Mota, que não estão em condições físicas nem psicológicas de participar das manifestações. “Eles estão sob cuidados médicos, e por recomendação médica eles não vieram. Mas queremos mostrar que eles não estão sós”, finalizou.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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