Petrocar Transportes

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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Reivindicações por água e melhorias para semiárido mobilizam milhares de trabalhadores rurais entre Petrolina e Juazeiro

17 de Novembro de 2015
Um grande ato público que mobilizou, entre Petrolina-PE e Juazeiro-BA, em torno de 5 mil pessoas, segundo estimativas dos organizadores, marcou as reivindicações por água e políticas públicas para o semiárido nordestino. O evento trouxe às duas cidades caravanas de nove estados da região. Depois de se concentrarem nas duas cidades, os manifestantes – formados na maioria por trabalhadores rurais – seguiram para a Orla Nova de Juazeiro, onde vários discursos foram feitos pelos coordenadores do ato público. As caravanas que estavam em Petrolina seguiram a pé pela Ponte Presidente Dutra, que ficou interditada por cerca de uma hora, com autorização da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Equipes do Gati, que integram a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), acompanharam a manifestação, que ocorreu sem incidentes. Apesar das filas quilométricas de veículos, a ponte não chegou a ficar congestionada e, depois do período acertado pela PRF, o tráfego começou a ser liberado. Durante todo o trajeto, os participantes do ato público entoavam frases como “Semiárido Vivo, nenhum direito a menos” – lema do movimento. De acordo com o representante da ONG Caatinga, Geovani Xenofonte, a maior preocupação que motivou a iniciativa é com o ajuste fiscal proposto pelo Governo Dilma Rousseff, que ameaça colocar em risco conquistas importantes para os sertanejos, a exemplo da implantação de cisternas. “Temos hoje tecnologias para captação de água das chuvas e não podemos retroceder nesse trajetória. Estamos passando por um dos piores períodos de estiagem da história, mas os efeitos não estão sendo tão sentidos assim, se comparados a outras secas como a de 1983, por exemplo”, avaliou, acrescentando que a diferença, agora, está justamente nas políticas públicas que beneficiaram o semiárido. “Não queremos ver o homem sertanejo morrendo de sede novamente”, completou Geovani. 
Indígenas
Outro grupo presente ao movimento desta terça-feira, os povos indígenas de tribos como os Tuxis, de Abaré (norte da Bahia), também reivindicam melhorias para garantir o acesso à agua, ao mesmo tempo em que defendem a revitalização do Rio São Francisco. “Se o rio se acabar, todos nós acabamos”, diz Keliene Marinês, uma das representantes da tribo. Ela informou que outro item é a demarcação do território tuxi, reclamado há tempos pelo seu povo. O ato público foi promovido por entidades como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Levante Popular da Juventude. Também contou com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), entre outros.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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