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sábado, 14 de novembro de 2015

Petrolina registra dois casos de microcefalia em apenas um mês e secretaria de saúde alerta para cuidados

13 de Novembro de 2015

O aumento no número de casos de microcefalia em bebês nascidos em Pernambuco é um assunto que tem preocupado muitas mulheres. E com razão. Até o momento foram identificados 141 casos da doença no Estado. Por conta disso, o Ministério da Saúde declarou nessa quinta-feira (12), estado de emergência sanitária nacional. O número é 15 vezes superior à média registrada entre 2010 e 2014, de 9 casos por ano. Em Petrolina, dois casos já foram confirmados em apenas um mês. De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Petrolina, Eduarda Vidal, ainda não se pode afirmar se o aumento tem como causa algum vírus transmitido por vetores, mas é preciso que todas as pessoas mantenham os mesmos cuidados que devem ser tomados em relação ao Aedes aegypti que é o mosquito transmissor da dengue. “Na verdade tivemos dois casos registrados, só agora neste mês de outubro. O que pedimos é que as pessoas tenham os mesmos cuidados que devem ter com relação à dengue. Infelizmente as pessoas ainda banalizam a dengue, mas diante deste aumento de casos em Pernambuco todo cuidado deve ser tomado porque ainda não sabemos qual a real causa da microcefalia. É uma doença que vem causando muita preocupação porque tem causas ainda desconhecidas. Ela pode ser identificada ainda durante a gravidez e esta mãe terá cuidados especiais na gestação”, explicou. 

Gravidez adiada
O conselho dos profissionais de saúde é que as mulheres que planejam um filho adiem os planos de gravidez até que haja maior clareza sobre as causas do aumento de casos de bebês com microcefalia. “O Ministério da Saúde tem recomendado que as mulheres que estão planeando a gravidez adiem este desejo, e nós seguimos a mesma recomendação até que se tenha uma investigação completa sobre qual a real causa do aumento destes casos”, aconselhou a profissional. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a anomalia congênita pode ser efeito de uma série de fatores como o uso de remédios pela gestante, agentes biológicos infecciosos, como bactérias e vírus. Mas, a principal suspeita está relacionada ao surto de zika vírus que aconteceu este ano no Nordeste. Ainda de acordo com Eduarda, a Secretaria de Saúde de Petrolina tem feito monitoramento dos casos na cidade através dos relatórios emitidos pelos hospitais onde nascem as crianças. A coordenadora lembra que quem tiver alguma dúvida sobre o assunto pode entrar em contato com a equipe de saúde através do número (87) 3866-8559.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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