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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ex-companheiro que matou Rosilene Rio na Univasf, em Petrolina, é levado a júri

24 de Novembro de 2015
José Luiz da Silva Irmão que matou a residente de enfermagem Rosilene Ramos do Rio em frente ao Restaurante da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) no último dia 30 de abril foi levado a júri nesta terça-feira (24). O julgamento do crime acontece desde as 08h00 no Fórum Manoel Souza Filho e está sendo feito pelo juiz Sydnei Alves Daniel. Foram solicitadas as presenças de 40 pessoas, 25 titulares e 15 suplentes, para participar do júri, mas apenas sete foram escolhidos por sorteio. O júri é composto por cinco homens e duas mulheres. O advogado de José Luiz Irmão, Vinicius Novaes, pediu a suspensão da sessão e alegou que não teve tempo suficiente para estudar o processo, pedido este que foi negado pelo juiz. No auditório, a mãe e a irmã de Rosilene Rio acompanhavam o julgamento. A mãe, Marilene Antônia do Rio, disse que nem estes sete meses que se passaram foram suficientes para acalmar a raiva que sente do homem que matou sua filha. “Meu sonho é que ele pegasse, no mínimo, 100 anos. A raiva que estou só Deus sabe”, lamentou a mãe inconformada. Ela lembrou que José Luiz Irmão já tinha feito diversas ameaças de morte a Rosilene. A irmã de Rosilene, Fabiana Ramos, falou que o que restou foi um sentimento de dor que nunca passará. “A única coisa que posso esperar da justiça é que ele pegue a pena máxima. O sentimento é de muita dor. O sofrimento é imenso e nunca vai passar. É uma perda tamanha na nossa vida”, disse. O advogado de defesa não quis se pronunciar. A promotora de justiça, Tanúsia Santana Silva, elencou alguns agravantes que serão sustentados durante o júri. “A Promotoria fará a sustentação com base na prova dos autos requerendo a condenação em todos os termos. Nós temos elementos mais que suficientes de que o réu matou a vítima, não tendo amparo excludente de ilicitude. Vamos pedir a condenação em todas as qualificadoras contantes da denúncia, como motivo fútil e o fato de ter sido praticado contra a mulher, enquanto mulher, que é um crime de gênero, feminicídio, uma nova qualificadora, que vamos sustentar em plenário. O que a gente espera é uma condenação nos termos da pronúncia”, disse. O julgamento do réu integra os cinco processos de violência contra a mulher que serão julgados durante a Semana Nacional da Paz em Casa, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com o juiz, Sydnei Alves Daniel, serão designadas audiências de crimes contra as mulheres. “Temos cinco processos, todos de crimes de violências domésticas, entre homicídios e tentativas de homicídio. Este crime de Rosilene teve grande repercussão. O objetivo do judiciário é de julgar com celeridade. O acusado já está sendo levado em julgamento e, para nós, da Comarca de Petrolina é muito importante”, explicou. O grupo Feminismo Popular do Vale, que foi criado após o assassinato de Rosilene na Univasf, acompanha a sessão. Antes de iniciar o júri, elas fizeram um movimento na frente do Fórum. A representante do grupo feminista, Dalila Santos, destacou que o caso da residente em enfermagem é apenas um entre muitos registrado no país e que a violência precisa ser combatida diariamente. “Esperamos que o assassino seja condenado à pena máxima dentro da lei do feminicídio que é deste ano, de março, entendendo que ela foi assassinada pela sua condição de mulher. 25 de novembro é o Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, que marca no calendário, mas a violência tem que ser combatida todos os dias”, ressaltou a representante do grupo. Rosilene Rio, de 32 anos, foi morta pelo ex-companheiro com 38 facadas, por volta do meio-dia em frente ao restaurante da Univasf. O crime aconteceu na presença de muitos estudantes. José Irmão foi preso em flagrante e estava na penitenciária Dr. Edvaldo Gomes em Petrolina. Segundo o juiz Sydnei Alves Daniel, caso condenado, ele deverá retornar à penitenciária. 

Fonte: G1 Petrolina e Região

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